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Projectos empresariais envolvendo a China e países de língua portuguesa têm estado a receber financiamento oficial chinês, mas o aprofundamento desta cooperação, na “era” da Nova Rota da Seda, exige mecanismos financeiros inovadores, afirmou em Lisboa o presidente do Fundo de Cooperação e Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Chi Jianxin, que se deslocou a Lisboa para uma conferência da Associação Amigos da Nova Rota da Seda, a 23 de Março, afirmou que este instrumento com uma dotação inicial de 1000 milhões de dólares, financiado em conjunto pelo Banco de Desenvolvimento da China e pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Macau e gerido pelo Fundo de Desenvolvimento China-África, está activamente envolvido no apoio a projectos em todos os países de língua portuguesa.

“A iniciativa Uma Faixa, Uma Rota é altamente compatível com os planos de desenvolvimento de muitos países de língua portuguesa e tem forte complementaridade em termos de capital, tecnologia, recursos, mercados, etc., estimulando novas oportunidades de expansão comercial, económica e cooperação de investimento entre a China e os países de língua portuguesa”, disse Chi.

O responsável do fundo afirmou ainda que a cooperação comercial e de investimento entre a China e outros países e regiões de língua portuguesa também está a aumentar, tendo-se a China tornado um dos mais importantes parceiros comerciais e o mercado de exportação de mais rápido crescimento para aqueles países, com a balança comercial a superar em 2017, pela primeira vez, 100 mil milhões de dólares.

Actualmente, existem na China cerca de 1000 empresas com capitais dos países de língua portuguesa, enquanto as empresas chinesas têm mais de 50 mil milhões de dólares em investimentos nos países de língua portuguesa.

Chi Jianxin referiu-se ainda ao que chamou de “assimetria de informações e ideias”, entre empresas e instituições financeiras, além da falta de capacidade de acesso a financiamento das pequenas e médias empresas, que constituem a maioria do tecido empresarial em países como Portugal.

“Ainda nos deparamos com bons projectos e boas oportunidades de investimento para empresas, mas não podemos encontrar apoio financeiro adequado. Ao mesmo tempo, as instituições financeiras têm fundos, mas não conseguem encontrar projectos adequados”, afirma.

Para resolver estes problemas, adianta, é preciso “melhorar a capacidade de inovação das instituições financeiras (incluindo agências de seguros e serviços de consultoria), o que requer que as instituições financeiras criem novos modelos de financiamento, para entender melhor as necessidades das empresas.”

Na conferência de Lisboa esteve também Wu Shiwei, vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da China (sucursal de Shaanxi), que afirmou que esta instituição financeira “apoia activamente a cooperação entre empresas chinesas e portuguesas” no âmbito da “Iniciativa Uma Faixa, Uma Rota.”

Entre as sugestões deixadas pelo executivo ficou a “melhoria do mecanismo de cooperação público-privado.”

Na conferência, o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, adiantou que irá à China em Outubro ou Novembro e que o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês visita Portugal em Maio.

A visita mútua dos chefes da diplomacia ainda este ano é mais um passo na crescente aproximação entre os dois países, cujas relações o embaixador chinês em Portugal, Cai Run, disse estarem a atravessar “o melhor momento da história.”

Fonte: Macauhub, 09/04/2018

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